Apesar da crise no sistema financeiro mundial, "a crise para as lojas só vai chegar se houver desemprego", acredita Edison Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias (Febrafar) - entidade que representa 26 redes de farmácias (mais de 2.500 lojas) no país.
No pequeno e médio varejo, segundo Tamascia, o crescimento - pelo menos dos associados - está até acima do Produto Interno Bruto (PIB). "Vivemos nosso melhor momento. O pequeno varejo deve pouco. Nosso nível de endividamento é de 15 dias. Temos um estoque de 75 dias nas lojas", argumenta o executivo da Febrafar. "Já o grande varejo depende de financiamento para poder crescer. Alguns distribuidores vão sentir o impacto porque, em função do crescimento, se endividam e não têm o capital de giro. Mas daí, substitui-se o distribuidor", declara Tamascia.
"O que está acontecendo no País é uma crise de crédito. A pequena e média farmácia não depende de financiamento para comprar medicamentos, nem o consumidor. Comprou, pagou. No máximo, paga em 30 dias. O problema é o desemprego. Esse sim pode mexer com tudo", declara Tamascia.
A FEBRAFAR é uma sociedade civil sem fins lucrativos. Atua sob o modelo associativista de gestão empresarial que facilita ao micro e pequeno empresário se qualificar para competir com ética no mercado, efetuar compras conjuntas, fortalecer as relações com os fornecedores e oferecer a seus consumidores qualidade na prestação de serviços. "Cada farmácia (ponto-de-venda) fatura, em média, R$ 80 mil mensais. O faturamento das farmácias associadas às redes Febrafar representa em torno de 8% do faturamento (em vendas) obtido pelo varejo farmacêutico nacional. Em 2007, o mercado movimentou em torno de R$ 26 bilhões", explica.
O associativismo foi uma forma eficiente de driblar muitos problemas diante da proliferação das grandes corporações. As farmácias e drogarias de pequeno e médio portes perceberam que somente através da união seria possível enfrentar a crescente concorrência. "Foi quando o mercado começou a notar o surgimento de redes independentes nas mais variadas regiões do País. E é com essa finalidade que foi criada a Febrafar, visando auxiliar as redes independentes a se organizarem, se profissionalizarem e, com isso, conquistarem um relevante posicionamento de mercado", declara o presidente.
Segundo Edison Tamascia, esse crescimento (de 75%) no número de associadas deve-se a diversos fatores, entre os quais, destaca a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Febrafar e a necessidade das redes independentes participarem de um grupo cuja credibilidade junto ao mercado lhe permite manter parcerias com as maiores indústrias e distribuidoras farmacêuticas do País.
Fonte: Investnews e JB Online