Ao comentar sobre o impacto da crise econômica mundial no varejo farmacêutico, Edison Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar) - entidade que representa 26 redes de farmácias (2.524 lojas) - enfatiza que “a crise só vai chegar às lojas se houver desemprego”. “Não posso negar que a escassez de crédito tem levado muitos distribuidores a fechar as portas. Mas há um reposicionamento nesse segmento de distribuição”, admite.
O pequeno e médio varejo, pelo menos os associados da Febrafar - entidade que mantém um modelo associativista de gestão - , estão até acima do Produto Interno Bruto (PIB). “Vivemos nosso melhor momento. O pequeno varejo deve pouco. Nosso índice de endividamento é de 15 dias. Temos um estoque de 75 dias nas lojas.”
“Já o grande varejo depende do financiamento. Alguns distribuidores já estão sentindo o impacto. Em função do crescimento, se endividam e não têm capital de giro. Mas esse problema é contornável, uma vez que podemos substituir o distribuidor”, afirma.
“Cada farmácia integrada as redes associadas a Febrafar fatura, em média, R$ 80 mil mensais. O faturamento das lojas representa cerca de 8% do faturamento (em vendas) obtido pelo varejo farmacêutico nacional”, diz.
Tamascia aproveitou o ensejo para explicar que o Associativismo foi uma forma eficiente de driblar os problemas decorrentes da proliferação das grandes corporações. “As farmácias de pequeno e médio portes perceberam que somente com a união podem enfrentar a concorrência.”
Fonte: Gazeta Mercantil