Pesquise
Ajuda
Home » Notícias de Medicamentos
15/03/2009 - Mercado de medicamentos para a disfunção erétil recupera vigor
Voltar
Depois de ver o movimento baixar 3% em 2007, o mercado de disfunção erétil voltou a mostrar vigor em 2008. Ao todo, foram comercializadas 6,89 milhões de unidades deste tipo de medicamento, o que representa um crescimento de 5,4% em relação ao período anterior. Em valores, os números subiram ainda mais, atingindo alta de 15%, movimentando US$ 259,5 milhões.

Em cinco anos, este mercado praticamente dobrou em valor, com crescimento de 110%, e ampliou em 24,2% o volume. Os números, levantados pelo instituto IMS Health, só confirmam o que os laboratórios já sabem: que os pacientes estão consumindo produtos mais caros.

No topo da lista está o Cialis, que se consolidou como o campeão de vendas no último ano e o segundo medicamento mais vendido, perdendo apenas para Dorflex (que se encaixa na categoria de analgésico, a maior do mercado farmacêutico). Por tudo isso, o ano entra para a história da Eli Lilly como um marco na estabilização da liderança conquistada no final de 2007.

Em outubro de 2008, o medicamento atingiu uma participação 43,5%, segundo o diretor de marketing da Lilly, Luciano Finardi. "Esse é o resultado do trabalho intenso que fizemos junto aos médicos", afirma o executivo.

Enquanto o rival Viagra, da Pfizer, reinava absoluto, a Lilly traçou uma estratégia de corpo-a-corpo intenso junto à comunidade médica, levantando a bandeira não apenas da questão sexual como também da saúde dos pacientes. "Sabemos que há uma massa de homens que não se trata e, pior, não percebe que a disfunção erétil pode sinalizar problemas vasculares mais sérios", explica Finardi. O movimento deu tão certo que, para este ano, a empresa deve elevar sua verba em até 20% para intensificar ainda mais este trabalho.


PIONEIRISMO

Mas a Pfizer, que abriu esse mercado há 10 anos, nem pensa em deixar o caminho livre para a Lilly. A gigante mundial de medicamentos, pioneira no segmento com o Viagra, que se tornou sinônimo da categoria, também resolveu intensificar o contato com os médicos.

Segundo o diretor da unidade de negócios de cuidados primários da Pfizer, Adilson Montanero, no ano passado, a empresa realizou uma grande pesquisa mundial sobre sexualidade, dentro do Projeto Mosaico, e os dados desse estudo já fazem parte do material que a comunidade médica está recebendo. Além disso, ainda conta com a força da marca e o preço 20% mais barato que o concorrente.

Mesmo sem revelar os valores investidos, o executivo afirma que de janeiro a dezembro de 2008, o faturamento só com o Viagra chegou a US$ 89,2 milhões - 6,5% a mais que em 2007. "Pagamos o preço de sermos pioneiros e agora estamos trabalhando para recuperar a liderança, com a vantagem de ter um produto que representa o segmento", diz o executivo.

O medicamento representa hoje 19,3% do faturamento da Pfizer Brasil, segundo levantamento do IMS (que considera somente o canal farma). Em todo o mundo, as vendas de Viagra atingiram US$ 1,93 bilhão, crescimento de 10% relação a 2007, o que coloca o medicamento no quarto lugar em faturamento da Pfizer mundial.

PIRATARIA

Na outra ponta da estratégia está o combate à pirataria, uma vez que o comprimido azul é um dos mais copiados do mercado. Para isso, a Pfizer lança no final deste mês de Fevereiro o Viagra em nova embalagem. "Vamos mudar a apresentação para ampliar a segurança para o paciente", diz Montanero, admitindo que a medida também deve assegurar receita para a empresa, que vinha sendo roubada pelo produto paralelo.

Fonte: Gazeta Mercantil
Bookmark and Share