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18/03/2009 - Técnica reduz risco de lesão em bebês com falta de oxigenação
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São Paulo - A médica neozelandesa Terrie Inder apresentou uma técnica que ajuda a salvar recém-nascidos no último Congresso Internacional de Neonatologia, realizado em São Paulo. O procedimento, inédito no País, pode reduzir em 25% os riscos de morte e danos neurológicos em recém-nascidos que sofrem de falta de oxigenação na hora do parto. A técnica consiste em resfriar a temperatura corpórea do recém-nascido a 34 graus e já é adotada em hospitais da Europa, EUA e Nova Zelândia.



Segundo especialistas, asfixia é uma das principais causas de morte nas primeiras horas de vida da criança. A pesquisadora neozelandesa é a criadora do método, chamado de "terapia hipotérmica". "Fizemos um trabalho com 1.200 crianças (acompanhadas por 22 meses) e os resultados de sobrevivência, redução de paralisia cerebral e melhora de desenvolvimento foram muito positivos."



Assim que é identificada a falta de oxigenação, uma espécie de "capacete" de gelo é colocado na cabeça do bebê, durante as primeiras horas de vida. "A tendência atual é esquentar a criança, tanto que os berços especializados promovem calor. O correto seria esfriar". Inder diz que quando há uma lesão cerebral, como convulsão, o corpo naturalmente abaixa a temperatura, por isso o resfriamento pouparia o esforço cerebral, o que reduz os riscos.


Vinicius Sacaramuzzi, neurologista infantil da Maternidade Santa Joana (organizadora do simpósio), afirmou que o hospital já solicitou o protocolo da técnica. "São escassas as alternativas para a falta de oxigenação. No geral, utilizamos a sedação do bebê". A falta de oxigenação no parto pode ser evitada com um bom pré-natal no controle de hipertensão e diabete da mãe, por exemplo. Mas pode ser inesperada quando há deslocamento da placenta. Atualmente, uma das formas de evitar maiores danos ao bebê é a sedação, já que é indicado que a criança movimente-se pouco.

Fernanda Aranda

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