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Laboratório de Fluimucil
Zambon
Referência de Fluimucil
N-acetilcisteína
Apresentação de Fluimucil
Xpe infantil: fr. de 60 e 120 ml (100mg/5ml).Xpe adulto: fr. 120 ml env. infantil: cx. c/ 16 un. c/ 100mg cada.env. adulto: cx. c/ 16 un. c/ 200mg cada.env. D: cx. c/ 16 un. c/ 600mg cada.compr. Eferv. c/ aspartame: cx. c/ 16 un. c/ 600mg cada.
Informações sobre Fluimucil
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?Fluimucil® oral é um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secreções produzidasnos pulmões, facilitando a respiração.Fluimucil® oral modifica as características da secreção respiratória (muco) reduzindo suaconsistência e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a suaeliminação das vias respiratórias. Fluimucil® funciona ainda, como antídoto de danos hepáticosprovocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma substância vital para a funçãonormal do fígado (a glutationa). Fluimucil® oral é rapidamente absorvido no trato gatrintestinal,onde o início de sua ação ocorre dentro de uma hora após sua administração, quando alcançaconcentrações máximas nas secreções brônquicas.POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?Fluimucil® oral é um medicamento expectorante indicado para o tratamento de afecçõesrespiratórias caracterizadas por hipersecreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda,bronquite crônica e suas exacerbações, bronquite tabágica (bronquite originária do cigarro),enfisema pulmonar, broncopneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), abscessospulmonares (acúmulo de pus), atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios),mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrosecística) e outros. Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?Fluimucil® oral é contra-indicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demaiscomponentes de suas formulações.Não deve ser administrado à pacientes com úlcera gastroduodenal.- GravidezCategoria de risco B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas semorientação médica ou do cirurgião-dentista.- AmamentaçãoNão se dispõe de dados em mulheres no período da amamentação, por isso não se recomendautilizar este medicamento durante esta fase.- Uso em idosos, crianças e outros grupos de riscoUso em idosos: recomenda-se reduzir a dose inicial para metade da dose para adultos e, emcaso de necessidade, e se o medicamento for bem tolerado, a dose poderá ser aumentadagradativamente.Uso pediátrico: devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento.Grupos de Risco: pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controladosdurante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldadepara respirar), suspender o tratamento imediatamente e consultar seu médico.A presença de odor sulfuroso não indica alteração no medicamento, pois é própria do princípioativo contido no mesmo.Somente para Fluimucil® comprimido efervescente 600mg: “Atenção fenilcetonúricos:contém fenilalanina”.Somente para Fluimucil® granulado 100 e 200mg “Atenção diabéticos: contém açúcar”.Fluimucil® granulado D 600mg contém frutose e não deve ser utilizado em pacientes comintolerância hereditária à frutose. Esta apresentação deve ser utilizada com cautela por pacientesdiabéticos.Fluimucil® xarope 40 mg/mL contém sorbitol, que quando utilizado em excesso pode provocardor estomacal e diarréia. Esta apresentação deve ser utilizada com cautela por pacientesdiabéticos.- Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando Fluimucil® oral?O paciente que utiliza Fluimucil® oral pode dirigir e operar máquinas porque o medicamento nãodiminui a atenção e o estado de vigília do paciente.- Interações medicamentosasExiste interação de Fluimucil® oral com alguns antibióticos, portanto recomenda-se o usointercalado entre os medicamentos. Sugere-se o uso de Fluimucil® oral 2 horas antes ou depoisda administração do antibiótico.Achados de testes laboratoriais: alterações clinicamente importantes dos parâmetroslaboratoriais padrão não foram encontradas com a administração de Fluimucil® oral.Interações com alimentos: até o momento não foi relatada interação entre Fluimucil® oral ealimentos.Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outromedicamento.Juliana 02 05 2006COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?- Aspecto físico e características organolépticas do medicamentoGranulados:Pó cristalino de coloração alaranjada com sabor cítrico de laranja.Comprimido efervescente:Comprimido branco, circular e efervescente, de odor sulfúreo e sabor cítrico de limão.Xarope pediátrico:Solução incolor, de leve odor sulfúreo e aroma de framboesa ou aroma de morango com romã(grenadine).Xarope adulto:Solução incolor, de leve odor sulfúreo e aroma de morango com romã (grenadine).- O que devo dizer ao meu médico antes de tomar Fluimucil® oral?Fluimucil® oral é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Para ouso responsável do medicamento você deve cuidar de sintomas simples, escolher omedicamento adequado, se possível com a ajuda do farmacêutico. Leia as informações da bulaantes de utilizá-lo e, se não obtiver o efeito desejado ao fazer uso deste medicamento, suspendao uso, procure um médico e comente o acontecido.A duração do tratamento é de 5 a 10 dias, não desaparecendo os sintomas procure um médico.- Indicações específicas:Complicação Pulmonar da Fibrose CísticaA posologia recomendada para este caso é a seguinte:- Crianças até 2 anos de idade: de 100 mg (5 mL ou 1 envelope) a 200 mg (10 mL ou 2envelopes) a cada 12 horas.- Crianças de 2 a 7 anos de idade: 200 mg (10 mL ou 2 envelopes) a cada 8 horas.- Adultos e crianças maiores de 7 anos de idade: de 200 a 400 mg (2 envelopes de 200 mg ou 5mL de xarope) a cada 8 horas.A critério médico, as doses acima podem ser aumentadas até o dobro.Intoxicação acidental ou voluntária por paracetamolPor via oral, dose inicial de 150 mg/kg de peso corpóreo a ser ingerida no mínimo dentro de 10horas após o uso do agente tóxico (paracetamol), seguida por doses individuais de 70 mg/kg acada 4 horas por 1 a 3 dias.- O que fazer no caso de esquecer de tomar uma dose?Caso você esqueça de tomar uma dose, deve tomá-la o quanto antes, e tomar a dose seguintecomo de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.- Como usarFluimucil® comprimido efervescente, granulado e xarope devem ser administrados somente porvia oral.O granulado deve ser dissolvido com o auxílio de uma colher, em meio copo d´água (100 mL) àtemperatura ambiente, conforme figura abaixo, e ingerido em seguida. Não se deve guardar asolução.O comprimido efervescente deve ser dissolvido em 1/2 copo d´água (100 mL) e ingerido emseguida. Não se deve guardar a solução obtida. O comprimido causa pouca efervescência ao serdissolvido.O xarope não deve ser diluído.Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientaçãomédica ou de seu cirurgião-dentista.Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe oaspecto do medicamento.Este medicamento não pode ser partido ou mastigado. (Para os comprimidos efervescentes)QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?O uso de Fluimucil® oral pode ser seguido ocasionalmente de reações de hipersensibilidade.Foram descritas reações como náusea, vômito, diarréia e irritação gastrintestinal.O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTODE UMA SÓ VEZ?Em caso de superdose, avise seu médico imediatamente para que ele possa prestaratendimento de urgência. Os sintomas mais prováveis serão principalmente do tipogastrintestinais.ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).Fluimucil® comprimido efervescente e granulado. Proteger da umidade.TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.Fluimucil® xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL: Este medicamento depois de aberto, somentepoderá ser consumido em 14 dias.
Indicações de Fluimucil
Fluimucil® oral é indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densae viscosa, tais como: bronquite crônica e suas exacerbações, enfisema pulmonar, bronquitetabágica, bronquite aguda, broncopneumonia, abscessos pulmonares, atelectasias pulmonares,mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrosecística) e outros. Também é indicado como antídoto na intoxicação acidental ou voluntária porparacetamol.
Contra Indicações de Fluimucil
Condições de reconhecida hipersensibilidade à N-acetilcisteína.
Advertências sobre o uso de Fluimucil
Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controlados durante otratamento; se ocorrer broncoespasmo, o tratamento deverá ser suspenso imediatamente.A presença eventual de odor sulfuroso não indica alteração no preparo, pois é própria doprincípio ativo contido no mesmo.Especialmente no início do tratamento a acetilcisteína é capaz de fluidificar as secreçõesbrônquicas, ao mesmo tempo em que aumenta o volume das mesmas. Se o paciente nãoconseguir expectorar com eficiência, será necessário recorrer à drenagem postural e abroncoaspiração, a fim de evitar a retenção das secreções.Somente para Fluimucil® comprimido efervescente: “Atenção fenilcetonúricos: contémfenilalanina”Somente para Fluimucil® Granulado 100 e 200 mg: “Atenção diabéticos: contém açúcar”.Fluimucil® xarope 40 mg/mL contém sorbitol, que quando utilizado em excesso pode provocardor estomacal e diarréia, devendo ser usado com cautela por pacientes diabéticos.Fluimucil® granulado D 600 mg contém frutose, e não deve ser utilizado em pacientes comintolerância hereditária à frutose. Esta apresentação deve ser utilizada com cautela por pacientesdiabéticos.
Uso na Gravidez de Fluimucil
Categoria B: Este medicamento não dever ser utilizado por mulheres grávidas sem orientaçãomédica ou do cirurgião dentista.AmamentaçãoNão se dispõe de dados em mulheres no período da amamentação, por isso não se recomendautilizar este medicamento durante a amamentação.
Interações Medicamentosas de Fluimucil
Existe interação de Fluimucil ® oral com alguns antibióticos, portanto recomenda-se o usointercalado entre os medicamentos. Sugere-se o uso de Fluimucil ® oral 2 horas antes ou depoisda administração do antibiótico.Amoxicilina, doxiciclina, cefalexina:acetilcisteína administrada por via oral aumentou abiodisponibilidade de amoxicilina, não alterou a da doxiciclina e reduziu a absorção dacefalexina.Ampicilina:quando administrada concomitantemente com a acetilcisteína, não foram detectadasalterações da biodisponibilidade da ampicilina por via oral, mas houve um pequeno aumento nãosignificativo na concentração sérica da eritromicina.Achados de testes laboratoriais: alterações clinicamente importantes dos parâmetroslaboratoriais padrão, não foram encontradas com a administração de Fluimucil ®.
Reações Adversas de Fluimucil
Ainda não são conhecidas a intensidade e a frequência das reações adversas.Fenilcetonúria (evitar a apresentação comp. efervescentes por conter aspartame).
Posologia de Fluimucil
Xarope: cada ml de xarope contém 20 mg de N-acetilcisteína,em média.Crianças:até 3 meses: 1 ml, 3 vezes ao dia;de 3 a 6 meses: 2,5 ml, 2 vezes ao dia;de 6 a 12 meses: 2,5 ml, 3 vezes ao dia;de 1 a 4 anos: 5ml, 2 a 3 vezes ao dia, ou a critério médico.Acima de 4 anos: 5 ml, 3 vezes ao dia ou a critério médico.Adultos:10 ml de xarope a cada 8 horasEnvelope infantil: 1 envelope 2 a 4 vezes ao dia, conforme a idade.Dissolver 1 envelope em meio copo c/ água.Envelope adulto: 1 envelope 2 a 3 vezes ao dia.Dissolver 1 envelope em meio copo c/ água.Envelope D: 1 envelope ao dia, preferivelmente à noite, antes de deitar.Dissolver 1 envelope em meio copo c/ água.Comprimido efervescente: 1 comp. ao dia, preferivelmente à noite, antes de deitar.A critério médico, as doses acima podem ser aumentadas até o dobro.
Características Farmacológicas de Fluimucil
Mecanismo de açãoA acetilcisteína é um fármaco mucolítico direto que atua sobre as características reológicas domuco, destruindo as pontes de dissulfeto das macromoléculas mucoproteícas presentes nasecreção brônquica. Esta ação farmacológica realiza-se graças à presença de um grupo sulfidrilo(-SH) livre na molécula que lhe proporciona a sua atividade biológica. A ação determina aformação de moléculas com um peso molecular inferior, o que contribui para uma maior fluidezdo muco ao reduzir a sua viscosidade. A acetilcisteína é eficaz na redução da consistência eelasticidade do muco, observando-se uma relação dose e tempo/resposta. Os aumentosprogressivos das concentrações de acetilcisteína provocam uma maior e mais rápida redução deviscosidade.A atividade do epitélio respiratório ciliar depende do grau de viscosidade das secreções aderidasao referido epitélio, como a acetilcisteína provoca a quebra das pontes de dissulfeto deixando omuco mais fluido, aumentando a atividade ciliar, através da lise eficaz do muco e uma reduçãode sua aderência. A acetilcisteína protege o epitélio respiratório contra a agressão de radicaislivres, pois é um precursor da glutationa.A acetilcisteína apresenta um efeito protetor nas intoxicações por paracetamol. A maior parte dometabolismo do paracetamol consiste na conjugação com glucorônico e sulfato, existindo umapequena parte que se converte através do citocromo P - 450 reductase, num metabólito muitoreativo que se liga ao hepatócito de forma irreversível. O primeiro efeito tóxico do paracetamol éa hepatoxicidade causada por este metabólito reativo, chamado n-acetil-p-benzoquinonimina(NABQI). Em doses terapêuticas o NABQI é inativado pela glutationa, mas em altas doses ocorreum aumento do NABQI formado causando a diminuição na reserva hepática de glutationa. ANABQI livre em excesso provoca necrose hepática e aumento do estresse oxidativo no fígado. Odano celular pode ser resultado de uma ligação covalente irreversível do NABQI as proteínasvitais do hepatócito. Nem a ligação covalente e a necrose hepática ocorrem até que os níveis deglutationa reduzam de 20 a 30% do normal. A NABQI oxida os grupos tióis em enzimas chavesdentro do hepatócito, em particular Ca+2 translocases, conduzindo a elevação dos íons cálciointracelular e consequente morte celular (24).O uso da acetilcisteína repõe as reservas de glutationa no fígado e nos rins. Esta reposição deglutationa vai inativar os NABQI que estão livres e em excesso devido à superdosagem.Mantendo as reservas de glutationa no fígado consegue-se baixar os de níveis de NABQI econsequentemente os níveis de Ca+2 intracelular. A acetilcisteína pode permitir reparar o danooxidativo por produzir cisteína e glutationa e pode agir como fonte de sulfato para permitir aunião com o paracetamol. Tem sido sugerido também que a acetilcisteína pela sua açãoantioxidante conduzir a prevenção da resposta inflamatória iniciada pelo dano oxidativo, eprevenir a diminuição da permeabilidade microvascular aumentando a isquemia em torno dazona danificada da região periacinal no fígado. Referente aos efeitos benéficos tardios, esperaseque a acetilcisteína tenha uma ação protetora secundária, resultado da redução do grupo tióispreviamente oxidados pela NABQI, permitindo o restabelecimento da homeostase do cálcioprevenindo a morte celular. Foi sugerido que a acetilcisteína melhora o fluxo sanguíneomicrocirculatório na insuficiência hepática, particularmente nos pacientes com insuficiênciahepática induzida por paracetamol. O mecanismo sugerido pode ser o efeito do L-isômero daacetilcisteína em reparar a sensibilidade vascular normal para o fator relaxante derivado doendotélio, apesar desta hipótese não ser comprovada (24).*acetilcisteína medida no plasma desproteinizado.**acetilcisteína medida no plasma não desproteinizado.Cmáx: concentração máxima; Tmáx: tempo para alcançar a Cmáx; MRT: tempo de permanênciamédia; T1/2: tempo de meia-vida; F (plasma): biodisponibilidade calculada a partir daconcentração plasmática; T (urina): biodisponibilidade calculada a partir da excreção urinária.Absorção: estudos realizados em seres humanos, utilizando acetilcisteína marcada,demonstraram que o medicamento é bem absorvido por via oral através da mucosa intestinal. Ospicos plasmáticos de radioatividade são atingidos após 2 a 3 horas deduzindo-se, portanto, quea acetilcisteína tem uma rápida absorção oral. A biodisponibilidade por via oral é escassa (6 -10%), provavelmente devido a uma metabolização na parede intestinal e ao efeito de primeirapassagem no fígado. Depois de absorvida a acetilcisteína se desacetila e se adapta a ummodelo monocompartimental e linear. Depois da administração de uma dose de 600 mg, por viaoral, a Cmáx para a acetilcisteína livre foi de 15 mcmol/mL, a Tmáx de 0,67 h e a meia-vida deaproximadamente 6 horas. Observou-se também um aumento nos níveis plasmáticos de cisteínae glutationa, aspecto relacionado ao seu próprio mecanismo de ação.Metabolismo: o estudo metabólito demonstra que a acetilcisteína sofre um grande e extensometabolismo hepático, o que lhe confere uma baixa biodisponibilidade, avaliada em cerca de10%. A reduzida biodisponibilidade da acetilcisteína possui pouca relevância clínica, por seguirprincipalmente a via metabólica em direção a cisteína e glutationa. Quando a acetilcisteína éadministrada diretamente no intestino delgado dos ratos e se determinam os níveis de tióiscirculantes da veia porta hepática, verifica-se um aumento da concentração de cisteínajuntamente com a de acetilcisteína em cisteína e glutationa. A acetilcisteína pode encontrar-seno plasma e no tecido pulmonar, sob três formas distintas:- livre (acetilcisteína inalterada e seus respectivos metabólitos);- ligada à proteína plasmática de um modo lábil e reversível;- incorporada em cadeias polipeptídicasO equilíbrio existente entre a acetilcisteína ligada à proteínas plasmáticas e a que está sob aforma livre, funciona provavelmente, como reserva de grupos sulfidrílicos das moléculas.Distribuição: num estudo envolvendo 10 pacientes, mediu-se a radioatividade total no plasma,tecido pulmonar e secreção brônquica, após administração oral de 100 mg de 35 Sacetilcisteína.Comprovou-se que a radioatividade no plasma atingia o seu máximo 2-3 horasdepois, e permanecia elevada até 24 horas. A radioatividade no tecido pulmonar, 5 horas depois,era comparável à do plasma. A presença de pequenas quantidades de radioatividade nassecreções brônquicas indicou que a acetilcisteína havia penetrado no muco. Os estudosfarmacocinéticos demonstraram um volume de distribuição de acetilcisteína entre 0,33 e 0,47L/kg destacando-se a presença do fármaco no rim, fígado, glândula supra-renal, pulmão, baço,sangue, músculo, cérebro e urina, o que confirma a sua ampla distribuição. A ligação a proteínasplasmáticas é escassa, aproximadamente 50%.Eliminação: o clearance renal de acetilcisteína determinada em dois estudos com sereshumanos foi de 0,21 L/h/Kg e de 0,19 L/h/Kg onde se pode concluir, que aproximadamente 70%do clearance total do fármaco não é renal.FarmacodinâmicaO princípio ativo do Fluimucil® é a acetilcisteína, que exerce intensa ação mucolítico-fluidificantedas secreções mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteícos e osácidos nucléicos que dão viscosidade ao escarro e às outras secreções, além de melhorar adepuração mucociliar. Estas atividades tornam Fluimucil® particularmente adequado para otratamento das afecções agudas e crônicas do aparelho respiratório caracterizadas porsecreções mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.Além disso, a acetilcisteína exerce ação antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre(-SH) nucleofílico em condições de interagir diretamente com os grupos eletrofílicos dos radicaisoxidantes. De particular interesse é a recente demonstração de que a acetilcisteína protege aalfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo ácido hipocloroso (HClO),potente agente oxidante que é produzido pela enzima mieloperoxidase dos fagócitos ativados. Aestrutura da sua molécula lhe permite, além disso, atravessar facilmente as membranascelulares. No interior da célula, a acetilcisteína é desacetilada, ficando assim disponível a Lcisteína,aminoácido indispensável para a síntese da glutationa (GSH). A GSH é um tripeptídioextremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismosanimais e é essencial para a manutenção da capacidade funcional e da integridade damorfologia celular, pois é o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicaisoxidantes (tanto exógenos como endógenos) e contra numerosas substâncias citotóxicas.
Resultados de Eficácia de Fluimucil
Bronquite agudaFoi realizado um ensaio multicêntrico duplo-cego, controlado com placebo, em 215 pacientesdiagnosticados de patologia respiratória obstrutiva aguda, os quais receberam durante 10 diasuma dose de 600 mg/dia de acetilcisteína (1). A análise estatística comparativa entre o volume deexpectoração e a viscosidade da mesma, e os parâmetros como a redução da tosse e volumeexpiratório, evidenciaram uma eficácia da acetilcisteína considerada como altamente significativaem relação ao placebo.Bronquite crônicaNum ensaio clínico realizado em 1392 pacientes, evidencia-se a eficácia da acetilcisteína comuma dose de 600 mg/dia ao reduzir a viscosidade da expectoração, facilitar a expectoração ediminuir a gravidade da tosse (2). Após 2 meses de tratamento com acetilcisteína, observou-seuma melhoria na viscosidade da expectoração em 80% dos casos, do caráter da expectoraçãoem 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Esta melhoriada sintomatologia clínica resultante do tratamento com acetilcisteína é comprovada num estudomulticêntrico, duplo-cego, paralelo, de longa duração realizado em 744 pacientes que sofriam debronquite crônica, os quais foram aleatoriamente divididos em dois grupos, um tratado comacetilcisteína e outro com placebo (3). Os resultados confirmam a eficácia da acetilcisteína sobreos parâmetros relacionados com a hipersecreção brônquica. Para além de toda a sintomatologiaclínica referida, o desenvolvimento da bronquite crônica é frequentemente associado à existênciade exacerbações agudas recorrentes do seu processo brônquico, as quais determinam umagravamento da referida sintomatologia. No estudo multicêntrico anteriormente mencionado (3),avaliou-se também a eficácia da acetilcisteína sobre a redução do número de exarcebaçõesagudas surgidas ao longo de seis meses de tratamento. Os resultados apontam para umaredução estatisticamente significativa do número de exacerbações agudas surgidas no grupotratado com acetilcisteína em relação ao grupo placebo. Outro processo frequente na bronquitecrônica é o aumento da flora bacteriana brônquica, durante o período livre de reagudizações. Aacetilcisteína revelou-se como um fármaco eficaz na redução do número de bactérias presentesna árvore brônquica dos pacientes fumantes com bronquite crônica. Esta ação da acetilcisteínatem um efeito preventivo no aparecimento de exacerbações agudas. Num estudo (4) realizado em22 fumantes sem bronquite crônica, 19 fumantes com crônica, com e sem obstrução das viasaéreas e 14 não fumantes saudáveis, determinou-se a flora bacteriana existente nas suassecreções, bem como o efeito da acetilcisteína sobre a referida flora bacteriana. Observou-seque o número de colônias bacterianas é superior nos indivíduos fumantes com bronquite crônica,relativamente aos outros grupos. Além disso, comprovou-se, também, que o número debactérias intrabrônquicas é significativamente inferior nos pacientes que estavam sendo tratadoscom acetilcisteína, em comparação aos outros. Este efeito é mais acentuado nos pacientes combronquite crônica das vias aéreas. A acetilcisteína em pacientes com bronquite crônica provocauma redução do uso de tratamentos antibióticos associados às exacerbações. Isto estádemonstrado num ensaio duplo-cego, com uma duração de seis meses, entre a acetilcisteína e oplacebo administrado em 116 pacientes com bronquite crônica (5). No final do estudo, o númerode dias de doença aguda era significativamente inferior no grupo tratado com acetilcisteína. Talfato foi acompanhado por uma redução significativa do uso de tratamento com antibióticos. Numestudo, incluíram-se 113 pacientes com bronquite crônica, onde os mesmos foram distribuídosem função da idade, sexo e função respiratória, para determinar se o tratamento de longaduração com acetilcisteína em doses de 600 mg diários, conseguiria reduzir a descida da FEV1nestes pacientes, comparado com um grupo controle. Após 5 anos de estudos, os resultadosdemonstraram que a perda de FEV1 no grupo tratado com acetilcisteína é muito menor que nogrupo com placebo, alcançando-se uma melhoria significativa da função respiratória (6).O efeito benéfico da acetilcisteína sobre a clearance mucociliar foi comprovado através de umensaio com 12 voluntários saudáveis com clearance mucociliar lenta. Neste estudo foiadministrado a acetilcisteína em doses de 600 mg/dia, por via oral, durante 2 meses, tendo sidoavaliado o seu efeito sobre a clearance mucociliar. A acetilcisteína produz melhoriassignificativas ao nível da eliminação da secreção brônquica nos paciente com clearancemucociliar lenta, reduzindo, assim, o risco de desenvolvimento de broncopneumopatiasobstrutivas crônicas.Acetilcisteína na pediatriaA acetilcisteína via oral foi estudada em 50 crianças com infecções agudas das vias respiratóriascom doses de 100 mg, durante 6 dias, com idades inferiores a 2 anos, 200 mg entre os 2 e 4anos e 300 mg em idades superiores (7). Os parâmetros estudados de febre, ruídos úmidostorácicos e tosse refletem uma diminuição significativa da sua persistência no grupo tratado.Intoxicação por paracetamolOs estudos clínicos realizados (10-14) mostraram o efeito protetor da acetilcisteína sobre o fígadodos pacientes intoxicados por paracetamol. Num estudo (10) observou-se o referido efeito protetorcomparando os parâmetros de lesão hepática, transaminase (SGCT) e o tempo de protrombinaem pacientes tratados com acetilcisteína e com medidas de suporte. Dez horas após a ingestão,o efeito protetor diminui progressivamente, sendo muito escasso ou nulo a partir das 15 horasapós a ingestão.Síndrome do Distress Respiratório do AdultoNum estudo duplo-cego com pacientes que sofrem desta síndrome, detectou - se níveisplasmáticos reduzidos da glutationa, comprovando que a administração posterior deacetilcisteína pode provocar o aumento dos referidos níveis (11).Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)Num estudo randomizado duplo-cego, duplo-mascarado, placebo-controlado com 123 pacientescom exacerbação aguda de DPOC foi administrado 1200 mg/dia e 600 mg/dia e doseou-se aproteína C - reativa. O tratamento com acetilcisteína 1200 mg/dia melhorou os marcadoresbiológicos e os resultados clínicos em pacientes com exacerbações de DPOC. É especulado queo efeito de acetilcisteína nos marcadores inflamatórios pode ser devido às propriedadesmucolítica e antioxidante (23).Fibrose CísticaA acetilcisteína demonstrou ser eficaz no tratamento da fibrose cística, melhorando váriosparâmetros clínicos da mesma (15-20). Realizou-se um estudo (21) em 76 pacientes com fibrosecística que estava sendo administrado a acetilcisteína em aerossol, passando depois, a tomarpor via oral. Os parâmetros estudados de tosse, expectoração e radiografia do tórax, refletemuma melhoria antes da mudança de administração, os quais se mantêm, ou melhoram com aacetilcisteína por via oral.Um estudo avaliou a administração de acetilcisteína na dose de 1800 mg/dia em 155 pacientescom fibrose pulmonar idiopática. Depois de um ano de estudo obteve-se uma melhorasignificativa no volume corrente e no DLco(25).
Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco de Fluimucil
Uso em idosos: recomenda-se reduzir a dose inicial para metade da dose para adulto e em casode necessidade, e se o medicamento for bem tolerado, a dose poderá ser aumentadogradativamente.Uso pediátrico: devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento.Grupos de risco: pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controladosdurante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo, o tratamento deverá ser suspensoimediatamente.
Armazenagem de Fluimucil
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).Fluimucil® comprimido efervescente e granulado: Proteger da umidade.Fluimucil® xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL: Este medicamento, depois de aberto, somentepoderá ser consumido em 14 dias.
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Aqui você encontra a bula do medicamento Fluimucil. Todas as informações sobre o medicamento Fluimucil têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento com o medicamento Fluimucil. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com o medicamento Fluimucil devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.
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