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Referência de Nevirapina
Viramune (Boehringer Ingelheim)
Apresentação de Nevirapina
USO ADULTO E PEDIATRICO Via oral Suspensão: embalagem com 1 frasco plástico contendo 240 ml de suspensão oral acompanhado de seringa dosadora e de 1 adaptador. Comprimido: embalagem com 60 comprimidos. Cada ml de suspensão oral contém: Nevirapina hemiidratada ..10,35 mg correspondentes a 10,0 mg de Nevirapina. Excipientes: carbomer, polissorbato 80, sorbitol, sacarose, metilparabeno, propilparabeno, hidróxido de sódio e água purificada. Cada comprimido contém: Nevirapina .. 200 mg Excipientes: celulose microcristalina, lactose monoidratada, povidona, amidoglicolato de sódio, dióxido de silício, estearato de magnésio e água purificada.
Indicações de Nevirapina
VIRAMUNE é indicado em associação com outros agentes anti-retrovirais no tratamento de pacientes infectados pelo HIV-1. A resistência do vírus aparece rápida e uniformemente quando se administra VIRAMUNE como monoterapia. Portanto, VIRAMUNE deve ser sempre administrado em associação com, no mínimo, dois agentes anti-retrovirais adicionais. Na prevenção da transmissão materno-infantil do HIV-1 no caso de mulheres grávidas que não estiverem recebendo tratamento anti-retroviral durante o trabalho do parto, VIRAMUNE é indicado e pode ser administrado isoladamente à mãe em dose oral única durante o trabalho de parto e ao recém-nascido. A monoterapia com VIRAMUNE tem sido associada ao desenvolvimento de resistência aos INNTRs. Contudo, nestas condições o resultado para mulheres previamente tratadas com dose única materna de VIRAMUNE não diferiu daqueles de mulheres não previamente tratadas se o tratamento com VIRAMUNE foi iniciado 6 meses após o tratamento com dose única. Quando outros medicamentos anti-retrovirais estiverem acessíveis, o regime de VIRAMUNE em dose única deve ser combinado com medicamentos anti-retrovirais eficazes adicionais (como recomendado nas diretrizes internacionais reconhecidas).
Contra Indicações de Nevirapina
VIRAMUNE é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade clinicamente significativa ao princípio ativo ou a qualquer outro componente da fórmula. VIRAMUNE não deve ser administrado a pacientes com grave disfunção hepática (Child-Pugh C) ou que apresentarem níveis de ALT ou AST > 5 vezes o limite superior dos valores de referência antes do tratamento, até que os níveis basais de AST/ALT estabilizem abaixo de 5 vezes o limite superior de referência. VIRAMUNE não deve ser readministrado a pacientes que necessitaram de descontinuação do tratamento devido a graves erupções cutâneas, erupções cutâneas acompanhadas de sintomas constitucionais, reações de hipersensibilidade ou hepatite clínica causadas pela Nevirapina. VIRAMUNE não deve ser readministrado a pacientes que apresentaram inicialmente níveis de alanina aminotransferase ou aspartato aminotransferase maiores que 5 vezes o limite superior dos valores de referência durante o tratamento com Nevirapina e apresentaram rápida recorrência de anormalidades nas funções hepáticas após a readministração de Nevirapina. O uso de VIRAMUNE é contra-indicado em casos de condições hereditárias raras que podem ser incompatíveis com os excipientes do produto (Vide Advertências). Fitoterápicos que contenham erva de São João (hypericum perforatum) não devem ser utilizados durante o tratamento com VIRAMUNE, em razão do risco de diminuição das concentrações plasmáticas e diminuição dos efeitos clínicos da Nevirapina (vide também Interações).
Uso na Gravidez de Nevirapina
Uma quantidade razoável de dados (584 casos de exposição no primeiro trimestre e 1044 casos de exposição no segundo/terceiro trimestres de gravidez, segundo o Antiretroviral Pregnancy Registry - registro de casos de gravidez expostas ao uso de antiretrovirais - até 31 de julho de 2007) referente a mulheres grávidas não indica malformações ou toxicidade fetal/neonatal. Deve-se considerar o uso de VIRAMUNE durante a gravidez caso seja necessário. Não se observaram efeitos teratogênicos nos estudos de reprodução realizados em ratas e coelhas grávidas. Em ratas ocorreu uma diminuição significativa no peso corpóreo do feto sob doses 50% maiores que as doses clínicas de exposição sistêmica baseadas na AUC recomendadas aos humanos. Em ratos e coelhos, as doses máximas de não-observação de efeitos na mãe e no feto foram aproximadamente equivalentes ou 50% maiores, respectivamente, que as doses diárias clínicas de exposição sistêmica recomendadas a humanos, com base na AUC. Não há estudos adequados e bem controlados sobre o tratamento de mulheres grávidas infectadas por HIV-1. O Antiretroviral Pregnancy Registry dos EUA, que tem supervisionado os resultados de gravidezes desde janeiro de 1989, sugere que não há sinais aparentes de defeitos congênitos relacionados a VIRAMUNE. Enquanto a população deste Registro exposta e monitorada até o momento não é suficiente para detectar um aumento no risco de defeitos relativamente raros, para VIRAMUNE foi monitorado um número suficiente de casos de exposições no primeiro trimestre para detectar um aumento de pelo menos 2 vezes no risco de defeitos congênitos em geral. Estes achados devem proporcionar alguma confiança no aconselhamento de pacientes. Na prevenção da transmissão materno-infantil do HIV-1, VIRAMUNE demonstrou ser seguro e eficaz quando faz parte de um regime terapêutico no qual se administra uma dose oral única de 200 mg às mães em trabalho de parto seguida por uma dose única de 2 mg/kg ao recém-nascido, dentro de 72 horas após o nascimento. Mulheres grávidas: A meia-vida de VIRAMUNE em mulheres infectadas por HIV-1 em trabalho de parto, após uma dose oral única de 200 mg é prolongada (60-70 horas); o clearence oral é altamente variável (2,1 ± 1,5 l/h), compatível com o estresse fisiológico do parto. Esses resultados foram encontrados nos estudos PACTG 250 (n=17) e HIVNET 006 (n=21). A Nevirapina atravessa facilmente a placenta, de modo que a administração de dose de 200 mg resultou em concentrações superiores a 100 ng/ml no cordão e a proporção entre o sangue do cordão e sangue materno foi de 0,84 ± 0,19 (n=36; variação de 0,37 a 1,22). Recém-nascidos: A meia-vida média de Nevirapina nos recém-nascidos que receberam uma dose oral de 2 mg/kg de VIRAMUNE suspensão no período de 72 horas após o nascimento, cuja mãe infectada com HIV-1 recebeu uma dose única de 200 mg durante o trabalho de parto, foi de 47 horas (n=36). Os níveis plasmáticos foram mantidos acima de 100 ng/ml durante a primeira semana de vida nos estudos PACTG 250 (n=17) e HIVNET 006 (n=19). Lactantes: Recomenda-se que mulheres infectadas com HIV não amamentem seus filhos a fim de prevenir a transmissão pós-natal de HIV. Resultados de dois estudos farmacocinéticos (ACTG 250 e HIVNET 006) demonstraram que VIRAMUNE atravessa facilmente a placenta e é encontrado no leite materno. No estudo ACTG 250, amostras de leite materno coletadas em 3 de um total de 10 mulheres grávidas infectadas com HIV-1 que receberam uma dose oral única de 100 ou 200 mg de VIRAMUNE (em média 5,8 horas antes do parto), demonstraram uma proporção entre concentração média de VIRAMUNE no leite materno e no soro materno de 76% (54 a 104%). Os resultados dos estudos HIVNET 006 (n=20), após uma dose oral única de 200 mg de VIRAMUNE, indicaram uma proporção média entre concentração no leite materno e a plasmática de 60,5% (25 a 122%). Em concordância com a recomendação de que mães infectadas por HIV não devem amamentar seus filhos, para evitar o risco de transmissão de HIV pós-natal, as mães devem interromper a amamentação se estiverem tomando VIRAMUNE. A Nevirapina está classificada na categoria de risco B do GUIA PARA FRASES DE ALERTA ASSOCIADAS A CATEGORIAS DE RISCO DE FÁRMACOS DESTINADOS ÀS MULHERES GRÁVIDAS da Resolução RE n° 1548, publicada no DOU de 24/09/03. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Interações Medicamentosas de Nevirapina
Demonstrou-se que VIRAMUNE é um indutor das enzimas metabólicas do citocromo hepático P450 (CYP3A, CYP2B) e pode resultar na diminuição das concentrações plasmáticas de outras drogas amplamente metabolizadas pelas CYP3A ou CYP2B administradas concomitantemente. Dessa maneira, se um paciente estiver estabilizado num regime posológico para uma droga metabolizada por CYP3A ou CYP2B e inicia o tratamento com VIRAMUNE, pode haver necessidade de ajustes de dose. A absorção de VIRAMUNE não é afetada por alimentos, anti-ácidos e medicamentos formulados com agentes tamponantes alcalinos. A maioria dos dados de interação é apresentada como alterações percentuais (média geométrica) com intervalo de previsão de 95% (IP 95%). Drogas por área terapêutica // Interação // Recomendações sobre a co-administração (vide bula original) Outras informações Em estudos in vitro utilizando microssomos de fígado humano, a formação de metabólitos hidroxilados de Nevirapina não foi afetada pela presença de dapsona, rifabutina, rifampicina e trimetoprima/sulfametoxazol. O cetoconazol e a eritromicina inibiram significativamente a formação de metabólitos hidroxilados de Nevirapina . Os estudos clínicos ainda não foram realizados.
Reações Adversas de Nevirapina
Pacientes adultos Além das erupções cutâneas e os testes de função hepática anormais, os eventos adversos associados ao tratamento com VIRAMUNE mais frequentemente relatados em todos os estudos clínicos foram náuseas, fadiga, febre, cefaléia, vômitos, diarréia, dor abdominal e mialgia. Casos muito raros de anemia e neutropenia podem estar associados à terapia com VIRAMUNE. Relatou-se artralgia como um evento isolado e raro nos pacientes em tratamento com VIRAMUNE. Pele e tecidos subcutâneos A toxicidade clínica mais comum de VIRAMUNE é a erupção cutânea. Reações cutâneas graves ou potencialmente letais ocorrem com uma frequência de 2 % (veja tabela 1). Essas reações incluem síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e mais raramente, necrólise epidérmica tóxica (NET), que podem ocorrer quase que exclusivamente nas primeiras 6 semanas de tratamento. Com base num denominador de 2861 pacientes de estudos clínicos tratados com Nevirapina, a incidência total de SSJ foi de 0,3% (9/2861). As erupções cutâneas ocorrem isoladas ou num contexto de uma síndrome de hipersensibilidade caracterizada por erupções cutâneas associadas a sintomas constitucionais tais como febre, artralgia, mialgia e linfadenopatia acompanhados de comprometimentos viscerais, tais como hepatite, eosinofilia, granulocitopenia e disfunção renal. Relataram-se casos fatais de síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica e síndrome de hipersensibilidade. Tabela 1: Risco de erupção cutânea (%) em estudos clínicos controlados com placebo1,2 realizados em adultos durante 52 semanas de tratamento3 - sem considerar a causalidade. VIRAMUNE Placebo n=1374 n=1331 Eventos de erupções cutâneas de todos os graus4 24,0% 14,9% A experiência pós-comercialização demonstrou que as reações adversas mais graves são: síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, hepatite grave/falência hepática e síndrome de hipersensibilidade, caracterizada por erupções cutâneas associadas a sintomas constitucionais como febre, artralgia, mialgia e linfadenopatia complementados com alterações viscerais como hepatite, eosinofilia, granulocitopenia e disfunção renal. As primeiras 18 semanas de tratamento consistem num período crítico que requerem cuidadosa monitoração. Pele e tecidos subcutâneos A toxicidade clínica mais comum de VIRAMUNE é a erupção cutânea. Reações cutâneas graves ou potencialmente letais ocorrem com uma frequência de 2 % (veja tabela 1). Essas reações incluem síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e mais raramente, necrólise epidérmica tóxica (NET), que podem ocorrer quase que exclusivamente nas primeiras 6 semanas de tratamento. Com base num denominador de 2861 pacientes de estudos clínicos tratados com Nevirapina, a incidência total de SSJ foi de 0,3% (9/2861). As erupções cutâneas ocorrem isoladas ou num contexto de uma síndrome de hipersensibilidade caracterizada por erupções cutâneas associadas a sintomas constitucionais tais como febre, artralgia, mialgia e linfadenopatia acompanhados de comprometimentos viscerais, tais como hepatite, eosinofilia, granulocitopenia e disfunção renal. Relataram-se casos fatais de síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica e síndrome de hipersensibilidade. Tabela 1: Risco de erupção cutânea (%) em estudos clínicos controlados com placebo1,2 realizados em adultos durante 52 semanas de tratamento3 - sem considerar a causalidade. VIRAMUNE n=1374 Placebo n=1331 Eventos de erupções cutâneas de todos os graus4 24,0% 14,9% Graus 3 ou 4(4) 1,7% 0,2% 1 Estudo clínico 1090: tratamento anti-retroviral de base incluindo 3TC para todos os pacientes e combinações de INTRs e IPs. 2 Estudos clínicos 1037, 1038 e 1046: tratamento anti-retroviral de base incluindo ZDV e ZDV + ddI, e VIRAMUNE isolado em alguns pacientes. 3 % baseada na estimativa de probabilidade de Kaplan-Meyer. 4 Sistema de graduação NCI As erupções cutâneas são normalmente leves a moderadas classificadas como erupções cutâneas eritematosas maculopapulares com ou sem prurido, localizadas no tronco, face e extremidades. Relataram-se reações alérgicas (incluindo anafilaxia, angioedema e urticária). A maioria das erupções cutâneas de qualquer gravidade ocorrem dentro das primeiras 6 semanas de tratamento. Hepatobiliar As anormalidades mais frequentemente observadas em testes laboratoriais foram elevação nos testes de função hepática, incluindo alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, gama-glutamil-transferase, bilirrubina total e fosfatase alcalina. Elevações assintomáticas nos níveis de gama-glutamil-transferase são as mais frequentes. Relataram-se casos de icterícia. Há relatos de casos de pacientes tratados com VIRAMUNE que apresentaram hepatite, hepatotoxicidade grave e potencialmente letal, ocorrendo inclusive casos de hepatite fatal fulminante. Nos estudos clínicos, o risco de eventos hepáticos clínicos com VIRAMUNE em um ano foi aproximadamente duas vezes maior em relação ao placebo. Níveis elevados de aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase e/ou soropositividade para hepatite B e/ou C foram associados ao maior risco de eventos adversos hepáticos tanto para o grupo do VIRAMUNE quanto para o grupo controle. O risco de eventos hepáticos em 1 ano de tratamento de VIRAMUNE foi menor que 2% entre os pacientes negativos para hepatite B e/ou C. As primeiras 18 semanas de tratamento constituem um período crítico que requerem cuidadosa monitoração. O risco de ocorrer eventos hepáticos é maior nas primeiras 6 semanas de tratamento. Contudo, o risco continua após esse período e deve-se continuar a monitoração em intervalos frequentes durante o tratamento. A hepatite clínica pode ocorrer isolada ou associada a erupções cutâneas e/ou sintomas constitucionais adicionais. Veja no item Advertências como monitorar os testes de função hepática. Pacientes pediátricos A segurança foi avaliada em 361 pacientes pediátricos infectados por HIV-1, com idades entre 3 dias e 19 anos. A maioria desses pacientes recebeu VIRAMUNE em associação com ZDV ou ddI ou com ZDV+ddI, em dois estudos. Num estudo aberto, 37 pacientes foram acompanhados por um período médio de 33,9 meses (faixa: 6,8 meses a 5,3 anos, incluindo um acompanhamento de longa duração). Num estudo clínico duplo-cego controlado com placebo, 305 pacientes com idade média de 7 anos (faixa: 10 meses a 19 anos) receberam um tratamento combinado com VIRAMUNE por no mínimo 48 semanas. O tratamento consistiu de doses de 120 mg/m2/dia por 2 semanas e depois prosseguiu com 120 mg/m2 duas vezes ao dia. Os eventos adversos associados ao tratamento com VIRAMUNE mais frequentemente relatados foram similares aos eventos observados nos adultos, com exceção de granulocitopenia, que foi mais observada em crianças. Dois pacientes desses estudos tratados com VIRAMUNE desenvolveram a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) ou síndrome de transição entre SSJ e necrólise epidérmica tóxica (NET). Ambos os pacientes recuperaram-se após a interrupção do tratamento com VIRAMUNE. Em pesquisa pós-comercialização, a anemia foi mais usualmente observada em crianças. Prevenção da transmissão vertical A segurança de VIRAMUNE administrado em dose única de 200 mg (duas doses em um estudo) em mulheres grávidas infectadas com HIV durante o trabalho de parto, e uma dose única de 2 mg/kg (6 mg em um estudo) de VIRAMUNE suspensão administrado ao recém-nascido nas primeiras 72 horas de vida, foi avaliada em mais de 950 mães/recém-nascidos em estudos clínicos controlados e randomizados. Os recém-nascidos foram acompanhados da 6ª semana até o 18º mês após a administração da dose única de VIRAMUNE. Observou-se baixa incidência de eventos adversos e de modo similar para VIRAMUNE e para o grupo controle. Não se observaram erupção cutânea grave ou eventos hepáticos relacionados ao VIRAMUNE, tanto na mãe quanto no recém-nascido. Em resumo, a lista das reações adversas que podem ocorrer durante o tratamento com VIRAMUNE inclui, por ordem de frequência: Mais frequentemente observadas: • erupções cutâneas (rash), de grau leve e moderado, as quais ocorrem principalmente nas 6 primeiras semanas de tratamento. Reações cutâneas graves e potencialmente fatais como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica foram muito raras; • testes de função hepática anormais (alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, gama-glutamil-transferase, bilirrubina total, fosfatase alcalina). Frequentemente observadas: • náusea; • fadiga; • febre; • cefaléia; • vômitos; • diarréia; • dores abdominais; • mialgia. Raras: • artralgia; • icterícia; • hepatite, incluindo hepatotoxicidade grave e potencialmente letal e hepatite fatal fulminante; • reações alérgicas (anafilaxia, angioedema e urticária). Muito raras: • granulocitopenia; • anemia; Ambas reações usualmente mais observadas em crianças.
Superdosagem de Nevirapina
Não se conhece antídoto para a superdose de VIRAMUNE. Relataram-se casos de superdose de VIRAMUNE com doses de 800 a 6000 mg por dia por até 15 dias. Os pacientes apresentaram edema, eritema nodoso, fadiga, febre, cefaléia, insônia, náusea, infiltração pulmonar, erupção cutânea, vertigem, vômito, aumento de transaminases e diminuição de peso. Todos os sintomas desapareceram após a interrupção do tratamento com VIRAMUNE.
Modo de Usar de Nevirapina
O frasco de VIRAMUNE suspensão oral deve ser agitado antes da administração. É importante administrar a quantidade exata da dose recomendada da suspensão oral utilizando uma seringa dosadora oral ou um copo-medida. Principalmente para volumes de até 5 ml, recomenda-se uma seringa dosadora oral. Se for utilizado um copo-medida, deve-se enxaguar com água e o enxágue também deve ser administrado ao paciente. 1. Agite o frasco antes de usar. 2. Introduza o adaptador no gargalo do frasco. 3. Encaixe a seringa dosadora no adaptador. 4. Inverta o frasco. 5. Preencha o volume requerido de dosagem. O volume máximo que pode ser medido na seringa dosadora é 5 ml. Para volumes maiores, repetir os passos 2 a 5. VIRAMUNE suspensão oral, depois de aberto, somente poderá ser consumido em até 6 meses.
Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco de Nevirapina
Pacientes Pediátricos Pelo peso, a dose oral recomendada para pacientes pediátricos até 8 anos de idade é de 4 mg/kg uma vez ao dia durante os primeiros 14 dias, prosseguindo com doses de 7 mg/kg duas vezes ao dia. Para pacientes de 8 anos ou maiores, recomenda-se a dose de 4 mg/kg uma vez ao dia por 2 semanas, prosseguindo com 4 mg/kg duas vezes ao dia. A segurança do uso pediátrico foi avaliada em 361 pacientes pediátricos infectados por HIV-1, com idades entre 3 dias e 19 anos. A maioria desses pacientes recebeu VIRAMUNE em associação com ZDV ou ddI ou com ZDV+ddI, em dois estudos. Num estudo aberto, 37 pacientes foram acompanhados por um período médio de 33,9 meses (faixa: 6,8 meses a 5,3 anos, incluindo um acompanhamento de longa duração). Num estudo clínico duplo-cego controlado com placebo, 305 pacientes com idade média de 7 anos (faixa: 10 meses a 19 anos) receberam um tratamento combinado com VIRAMUNE por no mínimo 48 semanas. O tratamento consistiu de doses de 120 mg/m2/dia por 2 semanas e depois prosseguiu com 120 mg/m2 duas vezes ao dia. Os eventos adversos associados ao tratamento com VIRAMUNE mais frequentemente relatados foram similares aos eventos observados nos adultos, com exceção de granulocitopenia, que foi mais observada em crianças. Dois pacientes desses estudos tratados com VIRAMUNE desenvolveram a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) ou síndrome de transição entre SSJ e necrólise epidérmica tóxica (NET). Ambos os pacientes recuperaram-se após a interrupção do tratamento com VIRAMUNE. Pacientes idosos Desconhecem-se restrições ou precauções especiais para o uso do produto em pacientes com idade superior a 65 anos. Pacientes portadores de disfunção hepática VIRAMUNE é amplamente metabolizado pelo fígado e os metabólitos da Nevirapina são extensamente eliminados pelos rins. Os resultados farmacocinéticos sugerem que se deve ter cautela na administração de VIRAMUNE aos pacientes com disfunção hepática moderada (Child-Pugh Classe B). VIRAMUNE não deve ser administrado em pacientes com disfunção hepática grave (Child-Pugh Classe C). Pacientes portadores de disfunção renal Em pacientes com disfunção renal sob tratamento com hemodiálise, os resultados farmacocinéticos sugerem que a suplementação com uma dose adicional de 200 mg de VIRAMUNE após cada hemodiálise auxiliaria na compensação dos efeitos da hemodiálise no clearence de VIRAMUNE. Por outro lado, pacientes com o clearence de creatinina >= 20 ml/min não necessitam de ajustes na dose de VIRAMUNE.
Armazenagem de Nevirapina
Manter o medicamento em temperatura ambiente (15° C a 30° C). Mantenha os frascos da suspensão oral e dos comprimidos sempre bem fechados.
Dizeres Legais de Nevirapina
MS - 1.0367.0106 Farmacêutica responsável: Laura M. S. Ramos - CRF/SP-6870 Nº do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho. Esta bula é atualizada continuamente. Por favor, proceda à sua leitura antes de utilizar o medicamento. Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento. Fabricado e embalado por: Boehringer Ingelheim Roxane, Inc. Columbus, Ohio - Estados Unidos Importado por: Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda. Rod. Regis Bittencourt (BR 116), km 286 -Itapecerica da Serra - SP CNPJ/MF nº 60.831.658/0021-10 SAC 0800-7016633 VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Só pode ser vendido com retenção da receita. Atenção - O uso incorreto causa resistência do vírus da AIDS e falha no tratamento.
Data da Bula de Nevirapina
Jul 1 2008 12:00AM
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Aqui você encontra a bula do medicamento Nevirapina. Todas as informações sobre o medicamento Nevirapina têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento com o medicamento Nevirapina. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com o medicamento Nevirapina devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.
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