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Laboratório de Purinethol
Gsk
Apresentação de Purinethol
compr. c/ 50mg de 6-mercaptopurina apres. em cart. c/ 25 compr.
Indicações de Purinethol
Purinethol é indicado para o tratamento de leucemia aguda. Pode ser utilizado na indução de remissão e especialmente indicado para o tratamento de manutenção em leucemia linfoblástica aguda e leucemia mielógena aguda. Purinethol é também indicado para o tratamento de leucemia granulocítica crônica.
Contra Indicações de Purinethol
O uso de Purinethol é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula. Tendo-se em vista a gravidade das indicações, não existe nenhuma contra-indicação absoluta ao uso de Purinethol.
Advertências sobre o uso de Purinethol
Purinethol É UM AGENTE CITOTÓXICO ATIVO PARA USO SOB A SUPERVISÃO DE MÉDICOS COM EXPERIÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO DESSES AGENTES. A imunização com vacinas contendo microorganismos vivos, tem o potencial de causar infecções em pacientes imunodeficientes. Desta forma, não é recomendado a imunização com vacinas elaboradas com microorganismos vivos. É aconselhável que se tome cuidado na manipulação ou divisão dos comprimidos de Purinethol, a fim de evitar a contaminação das mãos ou eventual aspiração da droga. Controle: COMO O Purinethol É ALTAMENTE MIELOSSUPRESSOR, DEVE-SE FAZER CONTAGENS SANGÜÍNEAS TOTAIS DIARIAMENTE, DURANTE A INDUÇÃO DA REMISSÃO. OS PACIENTES DEVEM SER CUIDADOSAMENTE CONTROLADOS DURANTE O TRATAMENTO. O tratamento com mercaptopurina causa supressão da medula óssea, a qual leva a leucopenia, a trombocitopenia e com menor frequência a anemia. Durante a indução da remissão, devem ser realizados hemogramas diários, e deve ser realizado um monitoramento cuidadoso dos parâmetros hematológicos durante a manutenção da terapia. As contagens de leucócitos e plaquetas continuam a cair após a suspensão do tratamento, de modo que, ao primeiro sinal de uma queda muito grande nessas contagens, o tratamento deve ser interrompido imediatamente. A supressão da medula óssea é reversível, se Purinethol for suspenso com suficiente antecedência. Durante a indução de remissão na leucemia mielógena aguda, o paciente pode, frequentemente, ter que passar por um período de relativa aplasia da medula óssea, e é importante que haja disponibilidade de condições de suporte adequadas. Purinethol é hepatotóxico, sendo assim, testes de função hepática devem ser feitos semanalmente durante o tratamento. Um controle mais frequente pode ser aconselhável em pacientes com doença hepática pré-existente ou que foram tratados com outra droga potencialmente hepatotóxica. Se aparecer icterícia, o paciente deve ser instruído a descontinuar o tratamento com Purinethol imediatamente. Durante a indução da remissão, quando estiver ocorrendo rápida lise celular, os níveis sanguíneos de ácido úrico devem ser controlados, pois pode haver o desenvolvimento de hiperuricemia e/ou hiperuricosúria, com o risco de nefropatia por ácido úrico. Pacientes portadores de deficiência hereditária da enzima tiopurina-metiltransferase (TPMT) podem apresentar sensibilidade não usual ao efeito mielossupressivo da mercaptopurina e podem ser suscetíveis a desenvolver supressão da medula óssea após o início do tratamento com Purinethol. É possível que este problema seja exacerbado pela co-administração com drogas que inibem TPMT, como olsalazina, mesalazina ou sulfasalazina. Em indivíduos que recebem concomitantemente, mercaptopurina e outros agentes citotóxicos, tem-se relatado uma possível associação da diminuição da atividade da TPMT e o desenvolvimento de mielodisplasia e leucemia secundárias (veja Reações Adversas). Alguns laboratórios realizam testes para detectar a deficiência da TPMT, entretanto estes testes não têm demonstrado identificar todos os pacientes com risco de toxicidade severa. Portanto, é necessário fazer um rigoroso monitoramento dos hemogramas do paciente. Tem-se observado uma resistência cruzada entre a formulação de Purinethol e 6-tioguanina. É possível que a dosagem de Purinethol tenha que ser diminuída quando administrado com outros agentes cuja toxicidade primária e secundária sejam a mielodepressão. Mutagenicidade e carcinogenicidade Aumento do número de aberrações cromossômicas foi observado nos linfócitos periféricos em pacientes leucêmicos e em um paciente com hipernefroma, o qual recebeu uma dose não declarada de mercaptopurina e em pacientes com nefropatia crônica tratados com doses de 0,4 - 1,0mg/Kg/dia. Dois casos foram documentados sobre a ocorrência de leucemia não-linfática aguda em pacientes tratados com mercaptopurina em associação com outras drogas para distúrbios nãoneoplásicos. Um caso isolado foi relatado em que o paciente, em tratamento para pioderma gangrenoso, desenvolveu, posteriormente, leucemia aguda não-linfática. Porém, não ficou estabelecido se existe uma relação causal com a droga ou se este fato estava diretamente relacionado com o histórico natural da doença. Um paciente com Doença de Hodgkin, tratado com mercaptopurina e agentes citotóxicos adicionais, desenvolveu leucemia mielógena aguda. Doze anos e meio após tratamento com mercaptopurina para miastenia grave, uma paciente desenvolveu leucemia mielóide crônica. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.
Uso na Gravidez de Purinethol
Como em toda quimioterapia citotóxica, devem ser tomadas medidas contraceptivas em caso de algum dos parceiros estar fazendo uso de Purinethol. Exposição materna: tem-se observado o nascimento de bebês normais após a administração de Purinethol, como único agente quimioterápico, durante a gravidez, particularmente antes da concepção e após o primeiro trimestre. Abortamentos e nascimentos prematuros foram relatados em mulheres expostas durante a gestação, bem como diversos casos de nascimentos de bebês com anormalidades congênitas em mulheres que receberam tratamento com Purinethol em combinação com outros agentes citotóxicos. Exposição paterna: tem-se observado anormalidades congênitas e abortos espontâneos posteriores a exposição paterna de Purinethol. Os estudos com mercaptopurina, realizados em animais tem demonstrado a existência de toxicidade na reprodução. Desconhece-se totalmente se existe algum risco em potencial para os humanos. Sempre que possível, deve-se evitar o uso de Purinethol durante a gravidez, particularmente durante o primeiro trimestre. Em qualquer caso individual, deve ser avaliado o perigo potencial para o feto contra o benefício esperado para a mãe. Tem-se detectado mercaptopurina no leite materno em pacientes que sofreram transplante renal e que estão sendo tratados com terapia imunossupressora como azatioprina, um prófarmaco da mercaptopurina. Portanto, as mulheres que estão fazendo uso de Purinethol não devem amamentar.
Interações Medicamentosas de Purinethol
Em indivíduos imunodeficientes, não é recomendado a utilização de vacinas com microorganismos vivos. (veja Precauções e Advertências) Quando o alopurinol e a mercaptopurina são administrados em concomitância, é essencial que apenas um quarto da dose usual de mercaptopurina seja administrada, porque o alopurinol diminui a velocidade de metabolismo da mercaptopurina. Relatou-se inibição do efeito anticoagulante da varfarina quando administrada com a mercaptopurina. Existem evidências in vitro de que os derivados aminossalicilatos (como olsalazina, mesalazina e sulfassalazina) inibem a enzima TPMT e, portanto, devem ser administrados com cautela a pacientes em tratamento com Purinethol (veja Precauções e Advertências).
Posologia de Purinethol
Adultos e crianças: para adultos e crianças, a dose usual é de 2,5mg/kg ou 50 a 75mg/m2 de área de superfície corporal por dia. Porém a dose e a duração da administração dependem da natureza e da dose de outros agentes citotóxicos administrados conjuntamente com Purinethol. A dose deve ser cuidadosamente ajustada para cada paciente individualmente. Purinethol tem sido usado em vários esquemas de tratamento combinado para leucemia aguda e a literatura deve ser consultada para obtenção de detalhes. Os estudos realizados em crianças com leucemia linfoblástica aguda sugerem que a administração de Purinethol durante a noite diminui o risco de reincidência, quando comparados com a administração pela manhã. Pacientes hepatopatas e nefropatas: a redução da dose deve ser considerada nestes grupos de pacientes. Casos gerais: quando o alopurinol e a mercaptopurina são administrados concomitantemente, é essencial que apenas um quarto da dose usual de mercaptopurina seja administrada, tendo em vista que o alopurinol diminui a taxa de metabolismo da mercaptopurina.
Superdosagem de Purinethol
Sinais e sintomas: efeitos gastrintestinais, incluindo náuseas, vômitos, diarréia e anorexia podem ser os primeiros sintomas de superdosagem. O principal efeito tóxico é sobre a medula óssea resultando em mielosupressão. É provável que a toxicidade hematológica seja mais severa em casos de superdose crônica do que com a ingestão de dose única de Purinethol . Podem ocorrer disfunção hepática e gastroenterite. O risco de superdosagem é aumentado quando é administrado alopurinol concomitantemente com Purinethol (Veja Interações Medicamentosas). Conduta: como não há antídoto conhecido, o quadro sanguíneo deve ser cuidadosamente controlado e medidas gerais de suporte, juntamente com transfusão adequada de sangue, devem ser instituídas, se necessário. Medidas agressivas parecem não serem justificáveis no caso de superdosagem de mercaptopurina (como o emprego de carbono ativado ou lavagem gástrica), a não ser que estes procedimentos sejam realizados dentro de 60 minutos após a ingestão.
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Aqui você encontra a bula do medicamento Purinethol. Todas as informações sobre o medicamento Purinethol têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento com o medicamento Purinethol. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com o medicamento Purinethol devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.
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