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Laboratório de Vertizide d
Aché
Apresentação de Vertizide d
cx. c/ 20 compr. Cada compr. contém: Mesilato de diidroergocristina 3 mg Dicloridrato de flunarizina 10,0 mg
Informações sobre Vertizide d
VERTIZINE D é uma associação de duas substâncias: o dicloridrato de flunarizina e o mesilato de diidroergocristina. O dicloridrato de flunarizina, derivado difluorado da piperazina, é um antagonista dos canais de cálcio com propriedades seletivas. Tem ação protetora celular uma vez que controla o influxo de cálcio para o interior da célula de diferentes tecidos. Não tem efeito na homeostase do cálcio em situações normais; age apenas no bloqueio do influxo do cálcio em quantidades excessivas e deletérias para a célula. Esta sobrecarga ocorre quando as membranas das células da musculatura lisa da parede vascular se despolarizam espontaneamente, ou quando substâncias endógenas vasoconstritoras são liberadas, produzindo um aumento do influxo de Ca++ transmembrana e, consequentemente, vasoconstrição. Em ambas as circunstâncias, o acúmulo de cálcio intracelular é inibido pelo dicloridrato de flunarizina que atua, por um lado, diretamente como um antivasoconstritor e por outro, inibindo a reação a estímulos vasoconstritores, evitando desta forma o vasoespasmo. Na presença de distúrbios circulatórios com comprometimento da parede vascular (aterosclerose), tais substâncias endógenas vasoconstritoras tornam-se nocivas, provocando vasoespasmos sustentados que por sua vez, comprometem ainda mais o fluxo sanguíneo local e, consequentemente, a perfusão tecidual. Desta forma, o dicloridrato de flunarizina influencia favoravelmente os sintomas relacionados aos distúrbios vasculares nos territórios cerebral e periférico, proporcionando maior fluxo sanguíneo e melhor perfusão tecidual. Além disso, pelos mesmos mecanismos, protege os neurônios contra a hipóxia e as hemácias da rigidez da membrana secundária ao excesso de íons cálcio. Não interfere com o tônus vascular em situação normal.
Indicações de Vertizide d
1. Distúrbios do equilíbrio, tais como vertigens, tonturas, síndrome de Ménière, labirintopatias. 2. Profilaxia e tratamento de distúrbios circulatórios cerebrais. No tratamento de sintomas como: alterações de memória, confusão mental, distúrbios do sono, dificuldade de concentração. Aterosclerose cerebral, sequelas funcionais pós-traumas cranioencefálicas. 3. Profilaxia e tratamento de distúrbios circulatórios a nível periférico - claudicação intermitente, deficiência circulatória de extremidades, doença de Raynaud, tromboangeíte obliterante, angiopatia diabética.
Contra Indicações de Vertizide d
Vertizine D é contra-indicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade a quaisquer dos componentes de sua fórmula. Hipersensibilidade conhecida ao dicloridrato de flunarizina ou cinarizina. Não deve ser utilizado na fase aguda de um acidente vascular cerebral e durante o período de amamentação. Em pacientes portadores de cardiopatias descompensadas, doenças infecciosas graves e depressões severas, não é recomendada a administração deste medicamento. Vertizine D é contra-indicado nos casos de psicoses agudas ou crônicas, independente da etiologia.
Advertências sobre o uso de Vertizide d
A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.
Uso na Gravidez de Vertizide d
Os riscos/benefícios de seu uso em gestantes devem ser avaliados por um médico, pois a segurança do VERTIZINE D durante a gravidez não foi estabelecida.
Interações Medicamentosas de Vertizide d
1) Amiodarona: essa combinação pode tornar o ritmo sinusal mais lento e piorar bloqueios atrioventriculares. 2) Beta-bloqueadores: essa associação pode causar hipotensão, bradicardia e piorar a performance cardíaca pois reduz a contratilidade e diminui a condução atrioventricular. 3) Carbamazepina: o dicloridrato de flunarizina aumenta a concentração sérica e facilita a intoxicação pela carbamazepina. 4) Fentanil: essa associação pode causar hipotensão grave. 5) Antiinflamatórios não hormonais: a associação aumenta o risco de hemorragia gastrintestinal. 6) Anticoagulantes orais: a associação aumenta o risco de hemorragia gastrintestinal. 7) Rifampicina: diminui a concentração sérica da flunarizina. 8) Saquinavir, indinavir, efavirens e nelfinavir: a associação de anti-retrovirais e mesilato de diidroergocristina pode ocasionar ergotismo pois aumenta a concentração sérica do alcalóide do ergot. A associação com flunarizina diminui o metabolismo desta, aumentando sua concentração sérica e facilitando a ocorrência de intoxicação. 9) Naratriptano, zolmitriptano e rizatriptano: co-administração de triptanos e alcalóides do ergot pode resultar em prolongamento das reações vasoespásticas e portanto, um mínimo de 24 horas devem separar a administração das duas classes de drogas. 10) Dopamina: a administração concomitante das duas drogas pode ocasionar isquemia periférica e gangrena, conforme relato de um caso na literatura. 11) Álcool e depressores do SNC: a associação pode potencializar os efeitos do álcool e dos depressores do sistema nervoso central, especialmente no início do tratamento.
Reações Adversas de Vertizide d
Sistema Nervoso Central: - Sedação leve é o efeito colateral mais comum com o uso da flunarizina. Cefaléia, insônia, astenia, depressão, irritabilidade, baixa concentração e sensação de cabeça leve podem ocorrer, porém são pouco comuns e mesmo raros nos tratamentos com baixas dosagens. - Os efeitos extrapiramidais incluem parkinsonismo, acatisia, discinesia orofacial, torcicolo agudo e tremor facial. São mais comuns nos indivíduos acima de 65 anos, com tremor essencial ou história de tremor essencial na família, com doença de parkinson, e nos tratamentos prolongados. Os sintomas melhoram com a interrupção do tratamento em um intervalo de tempo variável, de 2 semanas a 6 meses. - Em casos raros pode ocorrer depressão com ideação suicida em pacientes predispostos, assim como pesadelos e alucinações. Efeitos Hematológicos: - Pode causar porfiria, segundo dados obtidos com animais, e tromboflebite. Efeitos gastrintestinais: - Menos de 1% dos pacientes tratados com flunarizina podem apresentar náuseas, epigastralgia e boca seca. Pode haver ganho de peso de 2 a 4 kg. Hipertrofia gengival já foi descrita e é rara. Outros: - Borramento visual, diplopia, eritema multiforme, aumento da secreção nasal e congestão. - Não há relatos de interferência em exames laboratoriais.
Posologia de Vertizide d
A critério do médico assistente, um comprimido ao dia. A duração do tratamento fica a critério do médico, e dependendo da indicação, pode variar de 2 semanas a vários meses. Pacientes com insuficiência hepática podem necessitar de ajuste da dose, já que a metabolização da medicação é hepática. Pacientes com insuficiência renal não requerem ajuste de doses.
Superdosagem de Vertizide d
• O paciente com suspeita de superdosagem por antagonistas dos canais de cálcio tem que ser hospitalizado e monitorizado, com suporte básico de manutenção da vida. O tratamento clínico é sintomático e de suporte. • A dosagem sérica de flunarizina e de diidroergocristina não é usual. • Indução do vômito não é recomendada. • Até 1 hora da ingestão de grande quantidade de comprimidos, a lavagem gástrica pode ser considerada. • O carvão ativado pode ser usado, na dose de 25 a 100 g no adulto, 25 a 50 g na criança de 1 a 12 anos e 1 g/kg nas crianças com menos de 1 ano. • Tratamento da distonia induzida por flunarizina: difenidramina, na dose de 1,25 mg/kg/dose por via endovenosa, por pelo menos 2 minutos; dose máxima de 300 mg por dia. Alternativa é a benzotropina, 1 a 4 mg por via endovenosa ou intramuscular, sendo a dose máxima de 6 mg por dia.
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Aqui você encontra a bula do medicamento Vertizide d. Todas as informações sobre o medicamento Vertizide d têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento com o medicamento Vertizide d. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com o medicamento Vertizide d devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.
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